Segurou os tornozelos de Sybil e os empurrou para a frente e para baixo, fazendo a bóia deslizar por cima da crista da onda. A água empapou os cabelos louros de Sybil, mas o grito que ela deixou escapar, veio carregado de prazer.
Quando a bóia voltou a estabilizar-se, ela afastou com a mão uma mecha de cabelos molhados que lhe caíra sobre os olhos e informou:
__ Acabei de ver um.
__ Viu o quê, meu bem?
__ Um peixe-banana.
__ Deus meu! Não me diga! Ele estava com alguma banana na boca?
__ Tava __ ela respondeu. __ Com seis.
O rapaz de repente segurou um dos pés molhados de Sybil, que pendia da beirada da bóia, e o beijou.
__ Ei! __ disse a propietária do pé, virando-se para trás.
__ Ei coisa nenhuma! Agora vamos voltar. Você já brincou bastante?
__ Não!"
Trecho de Um Dia Ideal para os Peixes-Banana.
Leia esse livro. Ou melhor, sinta esse livro. O sentimento é cru, irônico e genial.
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