terça-feira, 9 de março de 2010

Cavalgadas, mistérios e emoções.

Acho interessante como lidamos com as emoções hoje em dia. Nunca havia pensado nisso como algo pálpavel, mas tive esse pensameto enquanto vasculhava minha humilde biblioteca particular (leia-se 25 livros em um armário de corredor) em busca do próximo livro que iria ler.
Nietzsche? Muito pessimista. Chico Xavier? Muito espiritual. Bernard Cornwell? Não, queria algo mais recente.
Eu queria me sentir intrigada, envolvida, reter informações novas que sempre, e eu digo sempre, serão assunto para mais uma sessão boteco. Ah, e dessa vez, algo fácil, tenho trabalhado como louca. Então, junto com mais um milhão de pessoas, eu decidi ler O Símbolo Perdido, de Dan Brown.
Bingo. Saberia que iria sentir exatamente o que estava procurando. Emoções escolhidas a dedo para os próximos dias.
Parei a mão no ar junto com este pensamento. Observei todos os livros que já comprei algum dia e encarei meus amigos de todas as noites: Agatha Christie, Vladimir Nabokov, Shakespeare, Stephen King, Emily Bronte, Stephenie Meyer (sim, eu me rendi aos encantos), Marion Zimmer Bradley (obrigada Manu) e, pasmem, Nietzsche.
Sentei no chão e pensei sobre as escolhas que fiz. Que momento único. Acho que poucas pessoas tem a chance de reviver suas próprias escolhas em apenas alguns segundos.
Observando meus livros, percebi exatamente o tipo de emoção que me faz feliz e, diante daquele pensamento, ri. Ri muito. É delicioso quando algo sobre você mesmo fica tão claro na sua mente. Fechei os olhos e me deliciei com o meu poder de memória sobre cada livro que já li na vida e revivi diferentes emoções, cavalgadas com heróis, magias com fadas, mistérios em trens, amores incondicionais. Apreciei cada lembrança e, quando voltei da viagem, levantei-me e terminei o movimento inicial. Peguei o livro do Dan Brown, fechei a porta do armário (digo, de minha biblioteca particular) e fui em direção ao sofá.
"Mas que surpresa", pensei. "Sempre busco por livros naquele lugar, mas nunca havia notado o maravilhoso espelho que há dentro daquele armário."

Um comentário:

  1. Lindo texto Tati!! Lindo momento....linda descoberta!!! Que você as tenha por companheira em todos os caminhos!!
    Encontrar um espelho, é sempre uma tarefa árdua, mas muito gratificante.

    "A leitura de um bom livro é um diálogo incessante em que o livro fala e a alma responde"(André Maurois)

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